segunda-feira, 5 de julho de 2010

dia 5

É o quinto dia mas parece que toda a viagem mudou de sentido. Jerusalém tem a carinha de outras cidades que visitei, com suas construções antigas feitas de grandes tijolos claros, com ruas limpas e arborizadas. Mas aqui tem algo a mais. E isso vai além da imensa aula de história e geopolítica que ela proporciona. Ainda não entendi a força que Jerusalém tem. Acho que é o amor das pessoas pela cidade.

Mais do que no resto do país, Jerusalém é a prova de que a paz é possível. A cidade é dividida em dois lados: o dos judeus e dos árabes. Mas ambos podem circular em qualquer parte. Pela lei, os dois tem os mesmos direitos, já que Israel é um país democrático - o único do Oriente Médio. Na prática, assim como eu vejo no Brasil, as minorias acabam desfavorecidas por muitos fatores.

O ponto alto do dia para mim foi conhecer e sentir o Muro das Lamentações, que acredito ser o maior símbolo do judaísmo mas que tem na sua paisagem o lindo domo dourado da mesquita da Cidade Velha de Jerusalém. O muro me desconcertou. Pela primeira vez entendi que, mais do que escolher uma religião, o importante na vida é ter fé e amor no que se faz.

Hoje é sexta-feira e por volta das 19h30, quando o sol se pôs, a cidade parou. É o Shabat, dia em que os judeus não fazem nada, apenas descansam, rezam e desfrutam da família.
Shabat Shalom!

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